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17/05/2011

Brasil criou 272.225 empregos formais em abril

Nos primeiros quatro meses de 2011 foram criados 880.717 empregos.
Segundo ministro, criação de vagas deve chegar a 3 milhões este ano.


O Brasil criou em abril 272.225 empregos formais, aumento de 0,75% em relação ao estoque de vagas de março. Nos primeiros quatro meses de 2011 foram criados 880.717 empregos. A informação é do Ministério do Trabalho e corresponde aos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta terça-feira (17).

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou na semana passada que o país vai bater em 2011 novo recorde de geração de empregos formais (com carteira assinada), chegando à marca dos 3 milhões.

Lupi fez a previsão após a divulgação da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), que apontou recorde de 2,861 milhões de vagas criadas em 2010. Em relação a 2009, o crescimento no número de pessoas trabalhando com carteira assinada foi de 6,94%.

O país fechou 2010 com um estoque de 44,068 milhões de empregos formais, o maior da história. O ministro do Trabalho atribuiu os resultados ao crescimento do mercado interno brasileiro.

29/04/2011

Dilma assina MP que reduz mistura mínima de álcool na gasolina

A presidente Dilma Rousseff assinou na noite desta quinta-feira uma medida provisória que diminui o percentual mínimo de mistura de álcool anidro na gasolina. Atualmente, esse índice varia entre 20% e 25% e, agora, poderá variar de 18% a 25%.

Na MP 532, que será publicada na edição desta terça-feira no Diário Oficial da União, o governo também determina a mudança na classificação do etanol de produto agrícola para combustível. Com isso, a comercialização, estocagem, importação e exportação do etanol estarão sob controle da ANP (Agência Nacional do Petróleo), a partir de agora, e não mais do Ministério da Agricultura.

As duas medidas aumentam a capacidade do governo de regular o setor e são tentativas de reduzir a pressão inflacionária do álcool combustível, provocada pelo aumento dos preços do produto na entressafra da cana-de-açúcar.

TV paga avança 2,4% em março para 10,42 mi de domicílios

O mercado brasileiro de televisão por assinatura apresentou crescimento de 2,4% em março sobre fevereiro, encerrando o primeiro trimestre do ano com 650 mil novos assinantes, de acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), divulgados nesta quinta-feira.

Atualmente, cerca de 34,4 milhões de brasileiros têm acesso aos serviços de TV paga, considerando a base de 10,4 milhões de assinantes e a média de 3,3 moradores por domicílio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. No mês passado, a única modalidade de TV paga a apresentar crescimento superior ao de fevereiro foram os serviços via satélite, com expansão de 4,4%, ante avanço de 4,3% no mês anterior, segundo a Anatel.

Já a base de assinantes de TV a cabo cresceu ligeiros 0,8% em março frente a 1,1% em fevereiro. Os serviços de TV paga por microondas perderam 2,7% de sua base de assinantes no mesmo período. A participação de mercado dos serviços por satélite continua se aproximando da fatia da TV a cabo. Em março, os primeiros tinham 48,2% de participação, enquanto 49% dos assinantes contava com serviços de TV a cabo.

No acumulado anual até março, as regiões Norte e Nordeste continuaram liderando o crescimento, com expansões de 50,8 e 57,2%, respectivamente, sobre uma média nacional de 31,6%

Cheque só será sustado com boletim de ocorrência

O Banco Central (BC) aprovou nesta quarta-feira resolução que exige apresentação de boletim de ocorrência para sustações ou revogações de cheques em caso de furto ou roubo de folhas em branco. Segundo o orgão, as medidas têm como objetivo aumentar a trasparência, segurança e credibilidade do cheque.

Os bancos também estão obrigados a imprimir a data da confecção nas folhas de cheque. Segundo o BC, essa medida visa aperfeiçoar o controle do estoque de folhas mantido pelo correntista, evitando uso de folhas com data antiga.

A resolução também obriga os bancos a tornarem explícitos critérios sobre o fornecimento e uso de cheques, assim como as medidas que serão tomadas em caso de descumprimento do acordo.

O BC também estabeleceu mudanças nos contratos para o fornecimento de cheques, que passarão a ter como base restrições cadastrais, histórico de ocorrências com cheques, suficiência de saldo, estoque de folhas de cheque em poder do correntista, registro no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF) e regularidade dos dados e documentos de identificação do correntista.

As instituições financeiras terão seis meses para confecção do cheque com datas, e um ano para alterações contratuais com os correntistas e para a disponibilização das informações sobre cheques.

Governo muda parcela de álcool na gasolina para conter preços

A fim de tentar conter a alta do preço da gasolina, o governo decidiu alterar o percentual de álcool anidro que é adicionado ao combustível.

Medida provisória estabelece o piso mínimo de 18% e o máximo de 25%. A nova regra altera o intervalo de 20% e 25% que vigorou até agora.

Com a mudança, o governo fica autorizado a reduzir a quantidade de álcool anidro adicionado gasolina. A Folha apurou que o governo deve editar hoje ou nos próximos dias decreto interministerial que reduz a mistura, hoje em 25%, para 18%.

A mudança está prevista na MP 532, assinada hoje por Dilma Rousseff e que deve ser publicada amanhã no "Diário Oficial da União".

Com o aumento do preço do álcool combustível (hidratado), o consumidor que tem carro flex migrou para a gasolina. A maior demanda pelo derivado de petróleo exigiu volume maior de anidro, cujo preço disparou.

O governo prevê que o menor percentual de anidro reduza seu preço e, por consequência, o da gasolina. O Planalto considera que a medida é uma forma de mostrar controle no impacto dos preços do etanol na inflação.

Segundo a mesma MP, o etanol será tratado como combustível, e não mais como produto agrícola. Assim, o produto passa a ser regulado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo).

A medida visa garantir o abastecimento do produto na entressafra.