03/05/2011

Osama morto, Obama reeleito


O primeiro sinal evidente, é que a morte de Osama Bin Laden encerra um capítulo que o 11 de Setembro inaugurou. Não o capítulo do terrorismo islamista, que era anterior aos ataques e sobreviveu a eles. Mas o capítulo de um terrorismo com nome e rosto precisos. A al-Qaeda pode continuar sem Osama Bin Laden; mas a morte deste priva a ‘rede’ terrorista de um símbolo inspirador.

Mas o feito de Obama tem um segundo sentido: o de garantir a sua reeleição em 2012. Havia dúvidas: Obama perdeu as eleições intercalares no ano passado e a sua retórica ‘conciliadora’ com certas teocracias fundamentalistas não tranquilizava o eleitorado mais ‘forte’, que já suspirava pelo ‘cowboy’ Bush. A juntar à retórica, convém não esquecer que só por milagre o primeiro mandato de Obama não conheceu dois atentados sérios dentro das fronteiras da República: em Dezembro de 2009, um bombista suicida preparava-se para fazer explodir um avião sobre Detroit; e, em Maio de 2010, a ameaça rondou o coração de Nova Iorque com um carro armadilhado em Times Square. A cabeça de Osama salvou a de Obama aos olhos do americano médio. E, a menos que o destino decida pregar uma partida trágica, os Republicanos podem arrumar as botas e começar a pensar em 2016.

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