Agencia Estado
Enfim, a Espanha conseguiu chegar a uma final de Copa do Mundo. Com um
gol espetacular de Puyol de cabeça no segundo tempo (foto), a Fúria
derrotou a temida Alemanha por 1 a 0 pelas semifinais, nesta
quarta-feira, e garantiu presença na decisão diante da Holanda, que na
outra semifinal eliminou o Uruguai.
A classificação da Espanha é marcante para a história da Copa do Mundo,
que conhecerá neste domingo, às 15h30, no Soccer City, um novo campeão
mundial. A Espanha tinha como melhor desempenho em Copa do Mundo um 4.º
lugar obtido no Brasil, em 1950. A seleção holandesa já disputou a final
por duas vezes e acabou com dois vices.
Em sua 13.ª participação em Copa, a Espanha entrou como a grande
favorita dos apostadores ao lado do Brasil. Depois de um início
desastroso diante da Suíça, a equipe se reencontrou e cresceu ao longo
da decisão. Antes de eliminar a Alemanha, rival do título na Eurocopa
2008, os espanhóis bateram Portugal (oitavas) e Paraguai (quartas).
Para obter a vitória, a Espanha começou com uma novidade nesta
quarta-feira. O técnico Vicente del Bosque deixou Fernando Torres no
banco (apesar de ser estrela, o atacante vive má fase) para escalar
Pedro no ataque ao lado de David Villa. O treinador também ordenou que a
equipe marcasse sobre pressão no meio-campo para ter o maior controle
de bola.
Nos primeiros minutos, a Espanha foi soberana. Com exceção da invasão de
um torcedor aos 3 minutos (retirado "calorosamente" pela polícia), a
seleção espanhola concentrou o jogo no campo alemão. Em sua jogada mais
perigosa, aos 6 minutos, Pedro fez bela enfiada para o artilheiro Villa,
que recebeu por trás de Friedrich e bateu para a defesa de Neuer.
Os espanhóis ainda criaram outro bom lance. Aos 13 minutos, Iniesta fez
cruzamento pela direita. O zagueiro Puyol apareceu de surpresa e
cabeceou por sobre a meta alemã.
O ritmo alucinante da Espanha não durou muito tempo. Ponto forte do time
de Joachim Low, o contra-ataque alemão fez o duelo ficar equilibrado.
Aos 31 minutos, Trochowski arriscou com o pé esquerdo e Casillas deu um
tapinha salvador. Aos 45, Özil recebeu passe e caiu dentro da área após
disputa com Sergio Ramos - a arbitragem considerou a jogada normal.
No intervalo, Vicente del Bosque deslocou Villa para atuar mais pela
esquerda e a Espanha voltou a ter o controle da partida. Duas chances
foram criadas no começo do segundo tempo. Aos 4 minutos, Xavi rolou e
Xabi Alonso soltou uma bomba à esquerda do gol de Neuer. Cinco minutos
depois, foi a vez de Iniesta arriscar de primeira e quase colocar no
canto.
A Alemanha passou por momentos de apuros. A Espanha criou outra ótima
oportunidade aos 13 minutos da etapa final. Após troca de passes, Xavi
arriscou para o gol e Neuer fez bela defesa no canto direito. No rebote,
Iniesta invadiu a área e cruzou. Villa se jogou, mas não conseguiu o
desvio para as redes.
Os espanhóis não desistiram do ataque em nenhum momento, e após levar um
susto numa jogada de Kroos, conseguiram o gol da vitória aos 27 minutos
da etapa final. E foi pela bola aérea. Em cobrança de escanteio de
Xavi, o zagueiro Puyol subiu mais do que todos e meteu um foguete de
cabeça para o fundo das redes - espetacular.
Os espanhóis comemoraram o gol com muito entusiasmo, com um grito que
estava engasgado dentro da alma. A Alemanha entrou em desespero e se
lançou ao ataque. Porém, os espanhóis tiveram o controle do jogo e
ficaram muito mais perto de fazer o segundo do que tomar o empate.
O placar acabou em 1 a 0. Dia histórico para os espanhóis.

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