Ao comentar o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado na última segunda-feira (5) pelo Ministério da Educação, o Deputado Federal Severiano Alves (PMDB), integrante da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal, avaliou que os números apresentados comprovam que “a Bahia tem hoje o pior desempenho do país em Educação”. Para ele, o fato do Estado ter modestamente ultrapassado, no Ensino Médio, a meta estabelecida pela União é apenas uma desculpa dada pelo atual governo baiano para encobrir o agravamento de uma situação que já era considerada crítica.
“A questão é que a Bahia conseguiu apenas um desempenho modesto acima do índice fixado e isso tão somente no Ensino Médio, o que se torna insuficiente para fazer frente à realidade negativa que já existia, enquanto outros estados avançaram muito mais. Com isso, além de não resolvermos o nosso déficit, fomos ultrapassados, em termos de qualidade de ensino, por estados que antes apresentavam desempenho inferior ao nosso”, disse o deputado peemedebista, especialista em educação.
De acordo com o Ideb, a Bahia, no Nordeste é o último Estado em qualidade educacional no Ensino Médio, que é diretamente da responsabilidade dos governos estaduais. Este quadro se agravou ainda mais por sustentar um índice de repetência superior a 30%. Na Educação Básica, somente o Estado de Alagoas apresenta desempenho inferior, sendo que na avaliação entre as regiões é justamente no Nordeste, a que apresenta o pior resultado.
A inexistência de planejamento, com metas prioritárias e, sobretudo, de uma política educacional voltada para a Valorização do Magistério, com a modernização da estrutura física da Rede Pública de Ensino, a falta de projetos pedagógicos, além da falta de um Plano de Carreira dos professores estão, segundo Severiano Alves, entre os principais fatores que explicam o péssimo desempenho da Educação na Bahia.
“Um governo que gasta mais em propaganda que na área social, que não consegue dar respostas aos principais desafios do estado, que passa todo período de governo administrando greves, principalmente na Educação, só pode amargar indicadores tão ruins quanto os que agora estão sendo anunciados pelo Ministério da Educação. É lastimável”, disse o deputado.Informações da Assessoria de comunicação do PMDB.

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