07/09/2010

Bico eleitoral rende de R$ 35 a R$ 50 por dia

Os trabalhadores de rua das campanhas são o lado mais visível e mais mal remunerado de uma campanha eleitoral. Enfrentam sol e chuva, de domingo a domingo, para entregar panfletos, conversar com eleitores, carregar balões e bandeiras para faturar um salário diário em torno de R$ 35 a R$ 50. No final do mês, a jornada pode render em torno de R$ 1 mil, bem acima do salário mínimo de R$ 510. A remuneração não se compara à da outra linha de frente: a comunicação, com marqueteiros, que chegam a ganhar milhões de reais, ou jornalistas, que podem chegar a ganhar R$ 50 mil em uma campanha. E o trabalho também não se compara. “Eles vestem a camisa da campanha que pagar melhor. A gente explica antes como é o ritmo de trabalho da campanha. Quem entra já está sabendo disso”, conta Luciano Amorim, um dos coordenadores da campanha de Geddel Vieira Lima (PMDB). As viagens para o interior também necessitam de recrutamento ‘in loco’. A campanha de Paulo Souto (DEM) ao governo, por exemplo, leva gente de Salvador para as outras cidades, os chamados “visitadores”, que então procuram interessados em participar das carreatas do candidato e ajudar no trabalho. Informações do A Tarde.

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