Por Juca Kfouri
Alguém da comissão de arbitragem da CBF deve ter inventado uma nova
moda para os apitadores e avisado: não existe mais bola na mão, só mão
na bola.
E os cordeirinhos, ou melhor, árbitros, têm seguido à risca neste Brasileirão.
Desta vez a vítima foi Wagner Diniz, do Furacão.
O jogo estava equilibrado, tenso, mas com poucas chances de gol, até
que Ronaldo pegou uma bola pela esquerda e tentou um chute improvável.
A bola bateu na perna do defensor rubro-negro, em seu cotovelo e o
assoprador apitou pênalti, como o Fenômeno exigia. Um absurdo!
O mesmo Ronaldo bateu e faz 1 a 0 para o Corinthians.
Com o que 50,50% dos 1500 leitores que acharam que ele deveria mesmo
ser escalado como titular, ao contrário do que pensam 49,50% e este
blogueiro, se sentiram vitoriosos.
E o primeiro tempo terminou assim, mas mais nervoso ainda, porque a Arena da Baixada, repleta, estava inconformada.
E o segundo começou já sem o principal auxiliar do árbitro, porque Iarley entrou no lugar de Ronaldo.
Aos 7, PC Carpegiani tirou Deivid e fez a estreia de Ivan González
Roberto Carlos também saiu, aos 10, machucado, para entrar Paulinho.
O Corinthians tinha o jogo sob controle quando, aos 22, Wagner Diniz,
o que não tinha feito o pênalti, se atirou na área e deu chance ao
ridículo apitador para compensar o erro anterior e ainda dar cartão
amarelo para Leandro Castan, que nada fez. Outro absurdo!
Bruno Mineiro bateu e empatou: 1 a 1.
A Arena pegou fogo de vez.
E o time corintiano se descontrolou.
Elias, Alessandro e Bruno César levaram cartões amarelos
sucessivamente e Adilson Batista lançou mão de Danilo, para entrar no
lugar do artilheiro alvinegro, em noite sem brilho.
Paulo Baier deixou o gramado, aplaudidíssimo e Vitor entrou em seu lugar.
Aos 41, Elias perdeu gol cara a cara e o alvinegro continuou com uma campanha sofrível fora de casa.
O Fluminense livrou três pontos sobre o Corinthians.

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