08/04/2011

Veja a avaliação do Fiat Linea LX

A Fiat lançou no ano passado o sedã Linea equipado com o motor 1.8 E.TorQ de 16V. A grande missão desse novo motor foi tirar o 1.9 16V que vinha da Argentina e passar a usar o propulsor produzido pela FPT Powertrain Technologies. O mesmo conjunto já equipa os modelos Punto, Palio, Siena e Idea.

Para subir posições no ranking de vendas, a Fiat inseriu duas versões ao Linea, voltadas aos frotistas. Trata-se das LX e LX Dualogic, que também são equipadas com o motor 1.8 E.TorQ de 16V, só que com 127 cv de potência máxima. Os E.Torq das versões HLX e Absolute, por exemplo, têm 132 cv quando usam álcool. A diferença foi milimetricamente calculada para cair na faixa do limite máximo da potência para que taxistas se beneficiem da isenção de ICMS.

Com um valor sugerido de R$ 55,9 mil, o Linea LX concorre com sedãs compactos, categoria que o Linea não deveria se encaixar de acordo com a Fiat e com a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).

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Motor 1.8 E.TorQ de 16V teve potência reduzida para 127 cv e se enquadrou na isenção de ICMS/Divulgação

Consumo

Nessa categoria o que vale é o bolso. Por isso, durante a semana de teste, o Fiat Linea LX com câmbio manual fez 13 km/l (gasolina) e 6,2 km/l (álcool) no circuito urbano. No regime rodoviário só conseguimos aferir a média consumida no etanol, registro de 10,8 km/l. De acordo com as medições da Fiat (Norma NBR 7024), o Linea LX fez: 16,1 km/l (gasolina) e 10,8 km/l (álcool) na estrada e 11,3 km/l (gasolina) e 7,7 km/l (álcool) na cidade.


Equipamentos de série

Os principais equipamentos da versão LX são: airbag duplo, ar-condicionado, banco do motorista com regulagem de altura, direção hidráulica, vidros e travas elétricos, retrovisores com regulagem interna e volante com regulagem de altura e profundidade. Se comparado com o Linea HLX que tem um valor sugerido de R$ 58,7 mil e 5 cv a mais, o LX só deixa a desejar por não oferecer o ABS de série.

Ou seja, aumentando um degrau de versão você gastaria R$ 2,76 mil e levaria para casa o ABS e mais 5 cv de potência. Levando em conta que o LX tem um peso em ordem de marcha de 1.300 kg e o HLX, 1.305 kg. A diferença no desempenho desses cavalinhos controlados por chip é minúscula. A relação peso/potência do LX é de 10,23 kg/cv e a do HLX é de 9,8 kg/cv.

De acordo com a Fiat, o Linea LX acelera de 0 a 100 km/h em 10,5 s, independentemente do combustível utilizado. Se o Fiat Linea HLX estiver abastecido com gasolina, ele leva 10,3 s para efetuar a mesma tarefa.

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Acabamento segue o mesmo padrão da versão HLX, que custa R$ 58,7 mil e vem com freios ABS/Divulgação


Motor 1.8 E.Torq

O Linea motor 1.8 de 16V ficou mais equilibrado, principalmente se comparado com os modelos aspirados anteriores (1.9 de 16V). O reflexo disso e da melhor aceitação pelo consumidor pode ser visto no número de emplacamentos da Fenabrave. No acumulado de 2010, por exemplo, o carro fabricado em Betim, MG, registrou 12.082 unidades emplacadas, média de mil unidades por mês.

Para se ter uma ideia, quando começou a ser fabricado, em 2008, o Linea vendia 600 unidades ao mês. Se posicionado no ranking dos médios, o Fiat Linea registra a quinta posição, ficando atrás de modelos como: Kia Cerato, Chevrolet Vectra, Honda Civic e Toyota Corolla. Se colocado no ranking dos sedãs compactos, o Linea fica na quarta posição. Modelos como Honda City, Peugeot 207 e VW Polo, estão à frente.


Comprar ou não comprar? Eis a questão!

Se você acha interessante gastar cerca de R$ 3 mil a mais por um ABS, dispense o LX e use o HLX. Se você pretende pagar um pouco menos de imposto (IPVA) e seguro e não faz questão de ter um motor que ofereça tanta potência, o LX é uma excelente opção.
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