12/02/2011

Under My Skin

Under My Skin é o segundo álbum de estúdio da cantora canadense de rock Avril Lavigne. Foi lançado dia 25 de maio de 2004 e contém doze canções inéditas, todas compostas por Lavigne e sua equipe de produção, que incluiu os cantores Chantal Kreviazuk e Butch Walker e os guitarristas Evan Taubenfeld e Ben Moody. Avril considera o seu trabalho "mais escuro, sombrio, profundo e maduro", bem diferente de seu álbum anterior, Let Go, e que algumas músicas são emocionais e mostram o que ela está sentindo, seja um sentimento otimista, de desespero ou de esperança.

O website Metacritic avaliou o álbum em 65 pontos, numa escala de zero a 100, baseado nas notas de outras catorze páginas especializadas incluindo a revista Rolling Stone. Os críticos consideram o álbum bem diferente do primeiro trabalho da cantora, sendo os temas das músicas mais adultos e menos alegres, embora as letras sejam superficiais.

O álbum contém os singles "Don't Tell Me", "My Happy Ending", "Nobody's Home" e "He Wasn't", que alcançaram boas colocações nas lista das 100 melhores paradas musicais do Brasil, Canadá e Austrália. Em sua primeira semana de vendas, alcançou o primeiro lugar na lista Billboard 200 nos Estados Unidos, no Canadá, no Brasil e em outros países. O álbum recebeu a certificação de Disco de Platina Triplo pela RIAA, obtendo o quinto lugar em vendas físicas e digitais do ano, segundo dados comprovados pela IFPI, perdendo apenas para Usher (Confessions), Norah Jones (Feels Like Home), Eminem (Encore) e U2 (How to Dismantle an Atomic Bomb). A revista Billboard fez uma lista dos álbuns mais populares da década de 2000, no qual Under My Skin atingiu a 149° posição na categoria da Billboard 200.

De acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Discos (ABPD), Under My Skin vendeu mais de 125 mil cópias no Brasil, recebendo uma certificação de Disco de Platina. Com isto, Lavigne se tornou a artista internacional que mais vendeu discos no país até então, segundo a sua ex-gravadora BMG. Em uma publicação do Grace Note, o álbum alcançou a 83ª posição dentre os mais populares de todos os tempos, sendo relançado numa edição especial com mais quatro músicas gravadas ao vivo durante a turnê The Bones Tour Eyes. O relançamento incluiu também um DVD com quatro videoclipes e bastidores da turnê.

Sem quaisquer planos de trabalhar com produtores ou compositores profissionais, Avril escreveu a maioria das músicas com a cantora e compositora canadense Chantal Kreviazuk, com quem ela havia desenvolvido uma amizade em meados de 2003 e cujo marido Raine Maida, da banda Our Lady Peace, abriu os concertos de Lavigne na Europa e apresentou-se na festa para os concertos beneficentes de SARS realizado em Toronto em junho de 2003.

No dia seguinte Lavigne e Kreviazuk se reuniram, quando Avril contou como queria o desenvolvimento do álbum a ser produzido. Chantal, seu marido e Avril escreveram canções por quase três semanas no armazém de Maida em Toronto. Lavigne convidou Kreviazuk para continuar a trabalhar em sua casa, localizada em Malibu, Califórnia. Em entrevista para a revista Rolling Stone, disse que desconhecia que Raine Maida sabia produzir álbuns, mas que havia gostado de seu trabalho.
Cquote1.svg Nós nos tornamos boas amigas, e ninguém sabia que estávamos escrevendo juntas. Todas as noites, durante duas semanas, compúnhamos uma nova canção. E então eu pensava: OK, eu estou pronta para gravá-las. Cquote2.svg
— Avril falando a respeito da Chantal Kreviazuk na revista Rolling Stone.

Lavigne admite que o novo álbum é "mais escuro, sombrio, profundo e maduro", e diz que há algumas músicas que contêm o som de piano que mostram a influência de Kreviazuk. E apesar da idade de Lavigne na época, ela impressionou-o como mais velha do que parecia. "Ela tem instintos como eu nunca tinha visto antes", disse Chantal. "Eu aprendo com ela [Lavigne] porque pensamos de maneiras diferentes."

Lavigne pediu ajuda para escrever a canção "Nobody's Home" ao cantor Ben Moody, ex-guitarrista do grupo Evanescence, que havia deixado sua antiga banda há poucas semanas no meio da turnê para compor com Lavigne, e ao seu até então guitarrista Evan Taubenfeld. Avril usou Butch Walker, da banda Marvelous 3, para a produção de seu álbum Under My Skin, que também produziu para as bandas Good Charlotte e Linkin Park.

O álbum Under My Skin é diversificado e irregular. As faixas compostas por Moody são mais introspectivas e emocionais. Lavigne mostra sua saudade de quando era menina, apesar de perder as oportunidades do futuro na música "Nobody's Home", com um som barulhento e que evolui para um refrão mais pesado. "Forgotten", cujas letras e frases lembram um pouco o Limp Bizkit, utiliza o som da guitarra representando o desespero que sente.

Trabalhar com Chantal e Raine ajudou Lavigne a usar vozes diferentes em suas composições, desde o mais agitado de "He Wasn't" para o "existencial" "How Does It Feel?". "Who Knows?" tem em sua melodia um tema otimista, enquanto que "Fall to Pieces" é uma produção de pop-rock mais "doce".

Opinião da crítica

O website Metacritic avaliou em 65 pontos de média numa escala que vai até 100, baseando-se em outras catorze páginas de crítica especializadas em música, em que cada uma deu uma nota de 0 a 100, incluindo as revistas Billboard e Rolling Stone. Um artigo da Rolling Stone dos Estados Unidos disse que Avril Lavigne conquistou as paradas musicais não tendo roupas extravagantes, não estando nos tablóides por causa de confusão e não tendo colaborações de hip-hop como é o costume com outros artistas, e que ela manteve sua "cabeça no lugar" mesmo após o desempenho de Let Go. Diz que suas músicas são irresistíveis e que qualquer um pode ouvir o que quiser, transmitindo uma expressão de sentimentos frustrados e decepções amorosas.

O portal de resenhas da Irlanda, Entertainment.ie, escreveu que o som do álbum é mais adulto com refrões calmos, que segue a linha rock de rádios FM, e encerrou dizendo que a cantora tem um bom desempenho artístico mas sua música é apenas superficial. A página brasileira especializada em rock e heavy metal, Whiplash, disse que a música perfeita do álbum para tocar nas rádios é "Together", embora seu som seja mais pesado. As mais calmas são "Don´t Tell Me", a versão acústica de "How Does It Feel", "Forgotten" e "Slipped Away". A mais pop é "Nobody's Home", e a mais agitada é a canção "He Wasn´t".
A revista Billboard dos Estados Unidos escreveu que Avril Lavigne transformou seu segundo álbum, em comparação ao Let Go, em uma variedade de co-autores e produtores. E que Lavigne não só mudou o estilo que era sua "marca registrada", e sim abandonou completamente o som do seu primeiro álbum, levando seu até então novo trabalho como uma jovem cantora madura, com revolta adolescente e um sentimento forte, como se fosse a primeira a descobrir as alegrias do amor e a dor da traição. E em certo momento do álbum Lavigne se parece com Alanis Morissette. A revista julgou que Under My Skin é menos alegre do que Let Go e que os colaboradores do CD, Kreviazuk e Evan Taubenfeld, ajudaram a agilizar sua composição desajeitada. E finalizou dizendo que a canção mais alegre e "rápida" é "He Wasn't".

Desempenho do álbum
Under My Skin foi lançado em 25 de maio de 2004 no mundo, alcançando o 1º lugar de vendas na Billboard 200 dos Estados Unidos, com mais de 381 mil unidades vendidas na primeira semana. No Brasil, na Inglaterra na parada oficial de vendas, a UK Albums Chart, na Alemanha, na Austrália pela ARIA Charts, no Canadá e na parada mundial a United World Chart. Alcançou o 2º lugar em vendas na Suíça pela Swiss Music Charts, 3º na Itália e na 4º posição na França, pela SNEP. Na Nova Zelândia o CD foi o 48º álbum mais vendido em 2004 no país, de acordo com a RIANZ. Nos Estados Unidos, Under My Skin entrou na parada anual da revista Billboard na categoria Billboard 200, ficando na 22ª posição no ano de seu lançamento.

Esse álbum recebeu também certificações de Disco de Platina Triplo nos Estados Unidos, fechando o ano de 2004 com mais de 3,6 milhões de cópias no país. No Canadá foi Disco de Platina Quíntuplo com mais de 800 mil cópias vendidos, segundo a CRIA. Under My Skin foi premiado com Disco de Platina, no Brasil pela ABPD pelos mais de 125 mil CDs vendidos, no Reino Unido, segundo a British Phonographic Industry, com mais de 300 mil, no México pela AMPROFON, e com mais de um milhão de vendas somente na Europa, segundo a premiação do IFPI Platinum Europe Awards em 2004. No Japão o álbum entrou na primeira semana no topo dos mais vendidos com 286.894 mil exemplares na primeira semana, segundo a parada Oricon, e posteriormente vendeu mais de um milhão de cópias, recebendo assim uma certificação de Disco de Diamante pelo RIAJ.[54] Na Espanha, Under My Skin foi o 26º CD mais vendido no país em 2005, segundo o PROMUSICAE.

No MTV Video Music Awards a música "Don't Tell Me" recebeu indicação de "Melhor vídeo Pop" e no VMB de "Melhor vídeo clipe internacional" em 2004 e em 2005 na mesma categoria para o clipe "He Wasn't".[57][58] No Juno Awards, principal prêmiação do Canadá, o álbum Under My Skin foi o vencedor na categoria de "Álbum Pop do ano" e indicado na de "Melhor Álbum do Ano". A cantora Avril Lavigne venceu nas categorias de "Escolha do Público", e "Artista do Ano".

Na premiação Japan Golden Disc Awards, feita pela Recording Industry Association of Japan do Japão, o álbum venceu na categoria de "Melhor Álbum Pop-Rock do Ano".[60] No Gold Disc Award Hong Kong, do IFPI Hong Kong Group, Under My Skin venceu na categoria de "Melhores 10 Álbuns"

Nenhum comentário: