02/08/2011

Câmara dos EUA aprova plano para elevar teto da dívida e evitar calote

Na véspera do prazo final para que os Estados Unidos elevem seu limite de endividamento, a Câmara dos Representantes finalmente aprovou, nesta segunda-feira, dia 1º, o plano bipartidário formulado pelos líderes do Congresso.

Foram 269 votos a favor e 161 contra. Para entrar em vigor, o acordo ainda precisa ser aprovado pelo Senado e sancionado pelo presidente Barack Obama. O processo para que republicanos e democratas conseguissem fechar um acordo foi “bagunçado e levou muito tempo”, nas palavras do próprio Obama.

Na noite do último domingo, 31, o presidente estados-unidense fez um pronunciamento para dizer que os líderes dos dois partidos haviam chegado a um acordo para elevar o limite da dívida dos Estados Unidos e evitar um default (termo técnico para “calote”).

O plano seria votado pelo Senado ainda nesta terça-feira, 02, segundo o líder da maioria democrata na Casa, Harry Reid. A expectativa é que, negociado por Obama, seja aprovado, já que o partido Democrata tem maioria.

O plano

A primeira parte do acordo vai cortar cerca de US$ 1 trilhão na próxima década, segundo explicou Obama durante pronunciamento feito no domingo (foto). O presidente da Câmara dos Deputados, John Boehner, detalhou que a proposta prevê um corte de US$ 917 bilhões nos gastos domésticos ao longo de 10 anos, além da formação de uma comissão para definir mais US$ 1,5 trilhão em redução de gastos até novembro.

Com a elevação do teto da dívida, o país pode pegar novos empréstimos e cumprir com pagamentos obrigatórios. Em maio, a dívida pública do país chegou a US$ 14,3 trilhões (cerca de R$ 22,2 trilhões), que é o valor máximo estabelecido por lei. Nos EUA, a responsabilidade de fixar o teto da dívida federal é do Congresso.

Com informações de portal G1

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