10/02/2011

França mantém o freguês

Por Juca Kfouri*

O primeiro tempo do amistoso em Paris foi até agradável, com o time brasileiro se impondo, jogando lá como se fosse cá.

Verdade que emocionante não foi, porque ninguém chegou a dar sensação de gol.

Decepção mesmo, só duas: com Hernanes que foi profundamente imprudente e acabou bem expulso, ao enfiar a sola da chuteira no peito de Benzema; e Renato Augusto, que estreou já como titular e não disse a que veio.

Com 11 a 10, logo aos 8 minutos os franceses, exatamente com Benzema, fizeram 1 a 0, para levar a escrita de não perder para o Brasil por, pelo menos, duas décadas.

Daí em diante coube ao goleiro Júlio César evitar que o elegante Mano Menezes não visse a seleção de horrorosa camisa nova levar, pelo menos, mais dois gols.

A camisa dos “guerreiros” que lembra a malfadada ideia da campanha da cerveja na Copa passada, não devidamente honrada, embora seja normal perder para a França na casa dela e com um jogador a mais.

Mas bem que Mano poderia abrir mão de seu empresário para não alimentar as dúvidas que inevitavelmente alimenta ao convocar jogadores dele.

Que não podem ser punidos por serem do mesmo empresário, mas que deveriam estar protegidos deste tipo de suspeita.

Notas, a seco:

Júlio César, 9; Daniel Alves, 7; Thiago Silva e David Luís, 6; André Santos 5; Lucas, 6; Hernanes, zer0; Elias, 6; Renato Augusto, 4,5; Robinho 5; Pato 5,5.

Os que entraram, como Jadson, que pôs Hulk na cara do gol aos 45, o próprio Hulk, Sandro e André ficam sem nota.

Mas a pouca criação foi se embora com as mexidas, embora Renato Augusto e Robinho tenha merecido sair, diferentemente de Elias e Pato.

Mano Menezes, por tudo, fora o sobretudo, 5.

Dunga começou bem e acabou mal.

Tomara que aconteça o inverso com Mano.

Aliás, a Seleção Brasileira iniciou 2011 como terminou 2010: perdendo.
 
Fonte: Blog do Juca

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